
Me sinto em um ponto que nem eu mesma sei, mas pouco me importa, não estou ligando para que ponto me encontro. Um ponto cego, sem luz, nada ao redor. Está tudo tão escuro, nem no final do caminho encontro um raio luminoso. Hoje passei o dia em um quarto que não era meu, pra não lembrar de você mas é inacabável os autores disso. É que em meus pensamentos há lembranças e sonhos a serem realizados e isso não se desfaz. Me confortei tão bem com um copo d'água, ali estava minha energia diária, até chegar a um certo ponto em que quando me levanto parece tudo girar e uma força de outro mundo me puxar pra baixo, mas senti tuas mãos me segurando e amortecendo a uma queda. Você estava ali, sim, mesmo tudo continuando a girar eu conseguia lhe ver com minha visão meio embaçada. Quase vendo nada. Me rendi a um biscoito, não era fome e sim necessidade, não podia optar por um hospital por conta de uma alimentação que simplismente recusei. Me senti uma criança isolada dentro de um mundo preto e branco, sem força e coragem, sem querer andar na rua e viver a vida. Um dia feito por medos até de me virar do colchão com medo que a outra parede refletisse tua imagem que tanto me cutucava a mente. Destrui meu dia feito de pétalas por pedras. Um penhasco caiu bem direto a minha cabeça e apagou o planejamento diário. Não se pode nunca planejar o dia do amanhã porque não cabes a ti saber o que te espera. As horas não passavam, o rei do tempo apertou o botão pause e o play falhou toda vez que eu o desejava. Dormir sempre será o melhor remédio para aqueles que querem acelerar o dia. Confesso que por muitas vezes bateu um esquecimento do que estava havendo, mas a dor tão bruta não passava, nem acalmava. Era um furacão dentro de mim, ainda esperava um meteoro que vinha em uma direção desconhecida. Me acabei de lágrimas amargas que tanto escorriam mas ainda há um pouco de vida dentro de mim. Tudo fora do normal, nem a luz do sol recebi hoje, janelas e cortinas fechadas, a porta ficou entreaberta por um intervalo de tempo naquela tarde tão sombria mesmo com o maior sol lá fora. Me olhei no espelho uma única vez quando fui ao banheiro, percebi as olheiras fundas presentes e pergunntei a mim mesma onda estava o meu eu. Eu mesma me desconhecia, acho que toda essa cena não durou cinco segundos.. Foi realmente um relâmpago de observações e perguntas mal feitas. Voltei ao quarto e permaneci tentando dormir, queria me prender a um sono profundo mas não adiantou, até a um passo de formiga eu acordava, porque ainda estava presa de alguma forma na realidade. Sonhei com muitas coisas, não tive pesadelos. As 17h e pouca acordei, querendo um pouco viver a realidade observei o teto e as paredes e percebi que ali me encaixava. Eu ficaria naquele quarto dias se preciso só pra arrumar alguma maneira de sorrir. Ouvir tua voz nunca fez tão bem aos meus ouvidos, é como se o que tanto procurava tinha acabado de encontrar. Pensava que fosse demorar mais para aquele celular tocar, mas no meio de tanta confusão há sempre algo bom. Me desculpe. Sou uma menina feita de falhas, dependente e por trás dessa armadura que faço, sou fraca, indefesa e sozinha. Feitas de sonhos além das nuvens, de um bem mais incomum que imaginas, sou feita do orgulho e do amor mais sincero. Sempre erro, nunca estou de bem comigo mesma, há sempre uma força maior que eu e sou incapaz de me virar sozinha, sou idiota, uma total idiota, cheias de encrenca e mudanças não visíveis. Por muitos dias pensei que viver sozinha seria bem melhor. Que namorar realmente me desgasta, não haveria brigas, nem tantos choros. Mas também não teria tantas alegrias e tanto aconhego. Mas é quando chego a um certo ponto e percebo o quanto a vida de solteira não me faz falta, como você conseguiu completar o que tanto me faltava. Hoje não há mais nada se não tiver junto. São tantos sonhos guardados a sete chaves que por acaso perdidas, não tem mesmo como arrancá-lo dali. Hoje não foi um dia agradável e espero que amanhã tudo se resolva, irei voltar ao mesmo canto agora, tentando desviar meu pensamento em outras coisas. Não quero meu quarto por enquanto, ainda não criei forças o bastante como se tudo realmente tivesse normal. Prefiro me sacrificar um pouco, não é certo o que faço, eu sei muito bem disso. Não tenho realmente culpa de precisar de algo inexistente, ou melhor, não TINHA. Porque agora dei adeus a uma coisa que era tão importante pra mim por sua causa, algo que guardei há anos, que cuidei e preservava. Mas dei Adeus. Dei porque era apenas um costume. Um costume mal feito por mim mesma. E tu, és uma realidade, uma diversidade de coisas boas na minha vida, aquilo não importa mais, de verdade, com toda sinceridade que possa ver em minhas palavras digitadas. Eu te amo ao ponto de deixar de viver o que vivia e desviar um caminho que já seguia e arriscar a entrar em uma porta escura que ao abrir, encontro você e você, e mais você. Nunca julgue o livro pela capa, por isso não tive medo da porta escura e cavernosa, apenas tive medo de ficar sozinha e parada ali sabendo que estavas ao outro lado da porta. Eu entrei, viu?! E estou apta a pegar a sua mão que de alguma forma ainda não larguei, mas preciso de forças para apertá-las.
" E venha o que vier eu vou estar pra sempre com você." Digo o mesmo, meu grande amor. São tempestades querendo nos arruinar, mas somos mais fortes do que qualquer dia escuro e vazio. Porque somos a luz e o amor.. E precisamos de mais alguma coisa a não ser estarmos juntos?