quarta-feira, 12 de janeiro de 2011


Nuvens cheias de sonhos. Sonhos que derrepente tão do nada em grandes e ao mesmo tempo pequenos segundos se esvaziam de esperança, sonhos feitos nas noites em que a estrela mais brilhante irradiava a luz do quarto junto com a lua cheia que iluminava a noite. Noite que era acompanhada pelo canto dos pássaros, buzinas e sinos. O ritmo das ondas trazia mais beleza ao lugar onde a lua se mostrava, o vai e vem ocasionando areia molhada que por muitas vezes grudava na perna de casais que caminhavam nesta mesma hora. E as nuvens, como estão? Pesadas. Pesadas de sonhos, de desejos, de necessidades. Pesada de arrependimentos, curiosidade, com um sintoma de perda que nunca seria aceito. Por vezes clara, trazendo a tranquilidade consigo, por vezes escura, tendo como amigo o medo.

Hoje estou aqui, bem aqui... Admirando mais uma bela noite para casais que molham a perna no mar enquanto a estrela mais próxima a lua irradia, e só lembrando, só lembrando de algo que eu não esqueço. É curioso, realmente, como o tempo tira algo que tinha nos dado, como a justiça se torna injusta, como o amor se torna um sonho e o carinho um desejo, a saudade não se torna algo, ela apenas se espalha a cada canto que meus olhos, que brilhavam tanto consegue alcançar. Derrepente tudo muda e desaba, hoje é uma noite em que nem o som dos pássaros consigo ouvir, as buzinas parecem ter sumido e lua escondida por meio de nuvens pesadas e escuras.

Pra falar a verdade, eu tenho é medo. Medo de ser alguém que eu nunca fui. Medo de uma coisa que talvez não exista. Medo de ser o que eu nunca quis. Medo de acordar e não lhe ver ao meu lado, de pegar o celular e não ver tantas mensagens ou ligações perdidas.

Essas são umas das palavras que eu queria poder apagar agora. Palavras que eu nunca quis escrever, que eu não gostaria de senti-las gritano por dentro. Palavras que contém sentimentos. Que trazem dias... Indesejáveis.

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