quarta-feira, 12 de janeiro de 2011


Mais um, amor. E aqui deixarei palavras que não deixei enquanto estive contigo hoje. Te agradeço e muito, além de namorado você se tornou um amigo meu. Esteve comigo em todos os momentos da minha vida desde que te conheci, soube de cada pedaço do meu dia, de cada sofrimento que passava, de cada alegria. Me abraçou, me soltou, mas de um jeito ou de outro não me largou. Espero, como espero em todos os meses, que venham muitos outros meses, mesmo tendo dias que o proximo pareça que não chegará. Espero que se lembre que estarei aqui, que eu não te deixaria por nada desse mundo, que mesmo com tantas diferenças eu te vejo todas as noites em meus sonhos. Eu te vejo comigo velhinho, te vejo a todo tempo... Mesmo que pareça absurdo, mesmo que eu esteja "sonhando" demais, por mais que eu abra os olhos eu não acordo. Eu só te queria comigo todas as noites, todas as manhãs, todas as tardes. Eu só te queria por perto todas as horas, como quero agora.

Um dia você me disse:

"fecha o olhinho, diz que ta perto de mim, me diz que me ama, porque eu te amo. estou aqui, estou com saudades, eu quero voce aqui, não aguento mais essa angustia. eu te amo, e sempre te amei, e sempre vou te amar. eu esperei voce chegar, voce chegou. obrigado."

E será uma das palavras que eu guardarei em minha mente, e que por muitas vezes eu lembro quando a saudade bate. Eu quero continuar fazendo parte da sua vida.

Nuvens cheias de sonhos. Sonhos que derrepente tão do nada em grandes e ao mesmo tempo pequenos segundos se esvaziam de esperança, sonhos feitos nas noites em que a estrela mais brilhante irradiava a luz do quarto junto com a lua cheia que iluminava a noite. Noite que era acompanhada pelo canto dos pássaros, buzinas e sinos. O ritmo das ondas trazia mais beleza ao lugar onde a lua se mostrava, o vai e vem ocasionando areia molhada que por muitas vezes grudava na perna de casais que caminhavam nesta mesma hora. E as nuvens, como estão? Pesadas. Pesadas de sonhos, de desejos, de necessidades. Pesada de arrependimentos, curiosidade, com um sintoma de perda que nunca seria aceito. Por vezes clara, trazendo a tranquilidade consigo, por vezes escura, tendo como amigo o medo.

Hoje estou aqui, bem aqui... Admirando mais uma bela noite para casais que molham a perna no mar enquanto a estrela mais próxima a lua irradia, e só lembrando, só lembrando de algo que eu não esqueço. É curioso, realmente, como o tempo tira algo que tinha nos dado, como a justiça se torna injusta, como o amor se torna um sonho e o carinho um desejo, a saudade não se torna algo, ela apenas se espalha a cada canto que meus olhos, que brilhavam tanto consegue alcançar. Derrepente tudo muda e desaba, hoje é uma noite em que nem o som dos pássaros consigo ouvir, as buzinas parecem ter sumido e lua escondida por meio de nuvens pesadas e escuras.

Pra falar a verdade, eu tenho é medo. Medo de ser alguém que eu nunca fui. Medo de uma coisa que talvez não exista. Medo de ser o que eu nunca quis. Medo de acordar e não lhe ver ao meu lado, de pegar o celular e não ver tantas mensagens ou ligações perdidas.

Essas são umas das palavras que eu queria poder apagar agora. Palavras que eu nunca quis escrever, que eu não gostaria de senti-las gritano por dentro. Palavras que contém sentimentos. Que trazem dias... Indesejáveis.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


Eramos eu e você. Você lá, eu aqui. No mesmo mundo vivendo de forma diferente. Muitas diferenças. Pensava em você em um sonho bom, deitada na minha cama esperando o dia de lhe encontrar. Imaginava onde estava e a ultima coisa que passava na minha mente era você na balada. Te via deitado na cama assistindo televisão, ou lendo uma boa historia de quadrinhos. Como eu era fascinada na turma da mônica. Havia dias que eu chorava sem razão, sem porque. Era você fazendo falta, você que nunca chegava. Desisti diversas vezes de ti, é claro, eu me achava louca.. Pensava que criava alguém para mim. Você lá e eu aqui. Não sei se passava na sua cabeça a espera de alguém. Que caminhada longa que eu dei até te encontrar. Quantos obstaculos, quantas lagrimas, quantas decepções. Muitas meu Deus. Eu me perguntava o porque disso tudo, o que eu tanto tinha feito pra meu conto de fada dá errado.

Aí eu encontrei alguém, sem pensar no você. Sem pensar nas noites mal dormidas a espera de alguém. Sem pensar nas lagrimas que ja derramei por alguem que nem se quer tinha cruzado comigo antes. E tudo foi mudando. Chegou um dia que as lagrimas se tranformaram em sorrisos, os apertos foram se tornando tão livres, eu podia voar agora. E eu não sabia o porque. Eu nem se quer reparei que me sentia assim. Estranha, eu me achava tão estranha. Algo de bom iria acontecer comigo, estava tão perto, eu sentia. Mãos geladas, corpo arrepiado. O que essa mistura de sentidos queria dizer quando olhei pra você? Não duvidada do futuro que começava a se transformar. O meu eu foi conhecendo você, foi se aproximando sem perceber. Quando eu me dei conta, ao pensar no você do meu eu, agora ele tinha formas, tinha som, tinha sentidos. Tinha um sentimento pequeno, sem grande porte. Tão escondido.

Nos encontramos, agora o eu e você não existe mais. Somos nós. Somos um. Um plural singular. Um carinho. Uma proteção. Um abrigo. Um sorriso. Um amor